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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Jam da Silva prevê um 2010 intenso

O ano mal começou e o músico pernambucano Jam da Silva já está cheio de projetos. No momento, dedica-se à direção musical e à composição da trilha sonora do curta-metragem Too High To Holla, do diretor Danny Cabeza, cujo currículo indica a participação em filmes holywoodianos como Miami Vice e Brothers. Filmado parte em Los Angeles, parte no Rio de Janeiro, o filme tem como estrela a atriz e modelo brasileira Luisa Moraes, que desde 2008 vem buscando seu espaço no mercado americano com algumas participações pequenas em séries de TV e filmes de menor expressão.

Enquanto isso, aguarda o lançamento da faixa que compôs e produziu ao lado do dj Kayalik, do Massilia Sound System, e que contou com a participação de Luisa Maita. Ainda lá fora, depois de ganhar destaque na programação da BBC britânica, tendo a música "Dia Santo" incluída em compilação do dj britânico Gilles Peterson, Jam começa a encontrar o seu espaço também nos Estados Unidos. A mesma "Dia Santo" tem figurado na programação da rádio KCRW, de Los Angeles, uma das estações mais tradicionais do país.

Além disso, Jam está com viagem marcada para a Europa, onde pretende divulgar o seu trabalho autoral com vistas a realização de shows em um futuro próximo, e participar de gravações com alguns de seus colaboradores franceses, como Moussu T e Sebastien Martel. Antes de embarcar, grava participação no programa Pelas Tabelas, do Canal Brasil, cuja segunda temporada vai ao ar a partir de maio deste ano. Ao seu lado nas telas, estará a conterrânea Isaar, companheira dos tempos de Orquestra Santa Massa e parceira na faixa-título de seu disco de estreia - Dia Santo. Esgotado desde meados do ano passado, o disco está com sua segunda tiragem saindo da fábrica e em breve estará novamente disponível no mercado.

Propostas para a realização de novos shows no Brasil também têm surgido, mas por enquanto ainda não há nenhuma data confirmada.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jam da Silva recebe Chico Neves em show inédito

Responsável por Dia Santo, um dos grandes discos da música brasileira contemporânea, Jam da Silva tem tido poucas oportunidades de apresentá-lo ao vivo. Até agora, rolaram shows apenas em São Paulo (um), Rio (um) e Recife (dois). Na verdade, o problema não são as oprtunidades, vez ou outra elas aparecem, afirma Jam. Porém, nem sempre a contento. O seu set necessita de uma bateria desmembrada e a banda inclui outros quatro músicos - Marion Lammonier, (teclado e programações) Garnizé (percussão), Gustavo Corsi (guitarra) e Marcio Alencar (baixo), além  de um integrante extramusical, responsável pelas sugestivas e belas projeções visuais que ilustram as músicas. Ou seja, o show tem um apuro de som e imagem que exige determinadas condições técnicas para realizá-lo tal como foi idealizado.

Mesmo assim, nesta quinta-feira, no Rio, Jam aproveita o convite para participar da edição 2009 do projeto Multiplicidade para apresentar um show novo - e possivelmente único - ao lado do coletivo O Estúdio.

Mais do que utilizar o convite para levar Dia Santo novamente ao palco, Jam resolveu criar um espetáculo inédito, no qual terá ao seu lado, além da banda completa, Chico Neves - produtor do álbum, no qual toca instrumentos diversos em quase todas as faixas e ainda é coautor de algumas delas, como "Mania" e "Samba Devagar".



Trocamos algumas ideias durante o processo de criação deste show. Sempre entusiasmado, Jam antecipou um pouco do que será visto amanhã. Em agosto, quando tinha apenas ideias na cabeça e nada definido, contou que o repertório teria apenas cinco músicas de Dia Santo. O resto seriam criações novas, com arranjos baseados no ritmo e em seus inúmeros desdobramentos. "Vou samplear as percussões na hora, então berimbau vai sair com som de teclado, por exemplo", explicou.

Há um mês atrás, com o processo criativo em andamento, algumas das novas composições já estavam moldadas. "É uma criação diferente da do disco, tem uns experimentos, mas vou fazer algumas coisas do Dia Santo, sim, pois só fiz [o show] uma vez aqui e [ele] continua sendo novo também", contou Jam. "Do jeito que você arma pra tocar, com mais ou menos pessoas, fica novo novamente, diferente", completou. Na época, ele já definira a música de abertura da apresentação. Ainda sem título para a nova canção, definiu-a como "tensa e bela".

Definitivamente, será uma ocasião especial para conferir as criações de um dos mais instigantes - e instigados - compositores brasileiros da atualidade. A apresentação acontece às 19h30, no Oi Futuro, que fica na rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo. Os ingressos já estão a venda e custam R$ 15,00.

Juntamente com o novo espetáculo vem à luz o primeiro clipe de Dia Santo. Editado a partir de uma sequência de imagens estáticas e de sobreposições, reproduz com fidelidade o lirismo cândido da canção que dá nome ao disco, parceria de Jam com Isaar. A direção é de Carolina Sá e tem a participação da atriz Hermilla Guedes.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jam da Silva estreia show na choperia do Sesc Pompeia

Era pra ter sido no Abril Pro Rock, em Recife, na sua pernambuco natal. O Rio teve sua chance, mas com a cena independente da cidade recolhida por falta de espaços para tocar, é natural que seja em São Paulo. Amanhã, Jam da Silva leva pela primeira vez aos palcos Dia Santo seu aclamado primeiro disco como artista solo, lançado no ano passado.

Será no projeto Prata da Casa, na choperia do Sesc Pompéia, às 21h. A banda que sobe com Jam ao palco é formada por Gustavo Corsi, (ex-Picassos Falsos) na guitarra, Garnizé (ex-F.U.R.T.O e Faces do Subúrbio) na percussão, Marcio Alencar no baixo e a francesa Marion Lemonnier no piano Rhodes, programações, escaleta e vocais.


Compositor gravado por Roberta Sá ("O Pedido", com Junio Barreto) e Elba Ramalho ("Gaiola da Saudade", com Maciel Salu), e parceiro de Marisa Monte em "Desterro" (com Marcelo Yuka), Jam chegou ao disco e agora aos palcos com linguagem própria, adquirida e cultivada em brincadeiras percussivas começadas adolescência, como integrante da orquestra popular do maestro Lima Neto.

Com a banda Dona Margarida e os Fulanos, nascida na efervescência da cena musical pernambucana, Jam experimentou o hip-hop. Mais tarde, veio a integrar a Orquestra Santa Massa, banda que acompanhou o DJ Dolores na gravação de seu primeiro disco (Contraditório).

Sua música não nega influências, sejam locais, como no aboio de "Chuva de Areia", ou exteriores, no hip-hop francês em "Samba Devagar", ou afrobrasileiras no cântico de candomblé de "Agô". É pop, mas não respeita o formato clássico da canção. Soa eletrônico, mas os arranjos são eminentemente orgânicos. Aquilo que a cabeça pensa e imagina é reprocessado pela lógica do movimento do corpo, como o próprio Jam explica:

"Na realidade eu sou um percussionista, eu uso a voz no disco de maneiras diferentes. Em "Mania" eu uso ela mais percussiva, "Samba Devagar" eu uso ela mais falada, "Dia Santo" eu uso ela mais melodicamente. Então tem vários tipos. É o jeito que eu posso me expressar com um movimento de corpo. A música que tá ali é movimento de corpo, é dança. A voz também faz parte disso. Eu não quero ser um cantor pop, não é isso o meu trabalho. É uma coisa de tentar passar o que eu tenho mesmo, que é o movimento do corpo."

É pop, mas não no formato clássico de canção, ou seja não é facil e direto. Ritmo, balanço e melodias, tudo misturado, às vezes em proporções desequilibradas - e por isso mesmo certeiras -, Jam levará ao palco amanhã em São Paulo.

Projeto "Prata da Casa" apresenta Jam da Silva
Data: 09 de junho (terça-feira)
Local: Choperia do SESC Pompéia (Rua Clélia, 93 - Pompéia - tel: 3871 7700)
Horário: 21 horas
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: Grátis. Retirar convites no dia do espetáculo.
Capacidade: 800 pessoas
Acesso para deficientes – não há estacionamento
Informações: 0800-118220 ou www.sescsp.org.br


Antes tarde do que nunca, o Rio recebe Jam no dia 17 de junho, no Cinematheque.