Até maio, Marcelo Camelo dedica-se exclusivamente à produção e à gravação de seu segundo disco solo. Firme em terras paulistanas, o outrora hermano tem agora um novo (e grande) escritório de produção a lhe dar suporte - a Agência Produtora -, o mesmo que cuida da carreira de Mallu Magalhães.
Provavelmente, shows só no segundo semestre. Sobre o DVD gravado em abril do ano passado no Teatro Castro Alves, em Salvador, e o prometido filme sobre a realização de Sou (2008), silêncio total. Assim como deve correr em segredo tudo o que cerca o novo trabalho.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Marcelo Camelo imprevisível
Marcelo Camelo apresenta, à sua maneira, com mistérios e silêncios, seu novo projeto musical. Se trata de Os Imprevisíveis. O nome já diz bastante, mas a música - e as imagens que a acompanham neste vídeo postado no Youtube -, por enquanto, ainda não dizem nada. Nem dá para saber se a coisa é realmente séria ou só um passatempo mesmo.
Camelo apresentou o novo projeto na última terça, no programa Ronca Ronca, na Oi FM. Pindzim ainda não conseguiu ouvir o programa para saber e ouvir mais a respeito, mas, partindo de Camelo sempre se criam expectativas.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Tim Festival 2008: Noite 100% Nacional
Não se pode afirmar que o palco Bossa Mod foi o melhor do festival. Certamente, foi um dos mais animados da edição carioca do Tim 2008.
O ápice foi a estréia solo de Marcelo Camelo em casa. A tenda ficou cheia e as atenções estiveram todas voltadas para o palco. Adaptando o roteiro da apresentação, Camelo fez o primeiro show da turnê de "Sou" em que o Hurtmold não saiu de cena em nenhum momento. Os números de voz e violão ficaram reservados para a volta, em dezembro, no Canecão.
Foi uma opção inteligente. "Téo e a Gaivota" abriu a noite no lugar de "Passeando" e já na primeira música ficou claro que os tempos de histeria coletiva ficaram no passado, quem sabe no futuro, já que o compositor afirmou em entrevista à Rolling Stone brasileira que o retorno dos Hermanos é possível. Ainda há quem cante junto, lógico, mas a música que emana das caixas se impõem. E isso é ótimo. Estabelece-se um canal de comunicação entre Camelo e Hurtmold e o público mais saudável, de troca. Os muitos silêncios das novas composições encontram correspondência na platéia . O acompanhamento do Hurtmold valoriza as texturas e a beleza das composições se cristaliza na harmonia dedilhada na guitarra e na melodia da voz de Camelo.
Esta é uma idéia a ser mais bem desenvolvida, mas o músico que no Los Hermanos ficava sombreado pelo compositor aflora nas composições de "Sou". As letras parecem ter sido criadas a partir das músicas e de suas respectivas melodias. Os arranjos, com seus silêncios e ruídos, têm peso equânime ao dos versos. Então, é ótimo que ao vivo se possa ouvir os detalhes de cada canção, prestando atenção na emissão nebulosa de Camelo mais do que acompanhá-lo cantando verso a verso, como no tempo dos Hermanos.
As músicas mais animadas proporcionam momentos de maior exaltação, também agora de uma forma diferente. "Vida Doce", "Menina Bordada" e principalmente "Copacabana" põem a galera para dançar e assim as energias são divididas entre o movimento do corpo e a potência do gogó. A festa continua, mas agora ao balanço de sentimentos que navegam por águas tranqüilas. Os tempos do turbilhão movido a canções de identificação imediata e ao ventiloqüismo dançante do velho parceiro Amarante encontram-se em recesso.
Acabado o show, a tenda se esvazia. Arnaldo Antunes tocou para o menor público da noite, mas, por incrível que pareça, arrancou os coros mais animados de quem ficou até o fim com músicas "Socorro", "Não Vou Me Adaptar", dos Titãs e "Agora", gravada por Maria Bethânia. Arnaldo conquista o público com a naturalidade de quem já tem anos de estrada, sem a insegurança que ainda transparece em Camelo em sua fase solo e principalmente em Roberta Sá.
A cantora que abriu a noite é dona da melhor voz entre as jovens cantoras brasileiras. Afinada, potente e que já em seu segundo disco, "Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria", afasta-se de possíveis comparações com Marisa Monte ou quem quer que seja. Mas se a sua voz já adquiriu personalidade própria, a mesma personalidade ainda lhe falta no palco. Seus movimentos são tímidos, quase forçados. Sua expressão parece ensaiada, exceto quando busca correspondência com seus músicos no palco. Comunicação com o público, praticamente não houve.
Motivos para não se sentir a vontade não havia. Muitos fãs próximos ao palco faziam coro à cantora e um bom público estava ali disposto a conhecê-la. Com um repertório muito bem apanhado entre canções de alguns dos melhores compositores brasileiros da atualidade - Rodrigo Maranhão, Roque Ferreira, Pedro Luís e o próprio Camelo -, Roberta costuma apresentar um belo show. A empolgação, contudo, depende da platéia, mas, por maior que seja, não chega a atingi-la. Ela mantém-se fria e distante.
Não será uma tarefa fácil e rápida quebrar o gelo. Nem mesmo seu estágio no finado programa "Fama", da Globo, a ajudaram. Melhor que não a tenham tranformado em um produto descartável como fez com todos os seus colegas que passaram pela casa e até conseguiram maior evidência na época. Roberta Sá é uma das grandes cantoras brasileiras do século 21. Porém, somente os anos de estrada vão poder tranformá-la em uma intérprete completa.
Saldo final do palco 100% nacional: excluído o do jazz, foi o mais interessante da edição carioca ao lado do Tim no Tim, com Instituto e convidados interpretando Tim Maia Racional. Fica a deixa para o ano que vem: a música brasileira merece ao menos um palco exclusivamente seu e com preços mais baixos. Atrações internacionais a parte.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Marcelo Camelo: solo e contente
"Um negócio assim, pra mim, que tem sido muito interessante é a possibilidade de tocar músicas que eu não toco ao vivo. Poder tocar cada vez uma música. Vou tocar uma música que eu não toco normalmente. Quer dizer, que eu não toco no violão ao vivo. Vai ser a primeira vez."
(Marcelo Camelo, no Cine Theatro Central, em Juiz de Fora, antes de tocar "Casa Pré-fabricada" em versão acústica.) Agora, é só pegar o violão e tocar a música que desejar.
Ele pode estar só, mas a sua felicidade é de todo o mundo. Felicidade como há muito tempo não se via. Não, pelo menos, desde a época dos shows da turnê do Ventura. A leveza de pegar o violão e poder tocar o que quiser. De responder para a platéia que grita pedindo esta ou aquela música: "será que dá para eu escolher? eu vou escolher a música que eu vou tocar, antes de encerrar o show com "Fez-se Mar".
Não exatamente só, pois tem a fina companhia do Hurtmold, que lhe permite explorar coisas novas e também voltar a algumas antigas. Como esta aqui embaixo:
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Arnaldo Antunes e Roberta Sá substituem Paul Weller

Mais sem graça não poderia ser. Arnaldo Antunes e Roberta Sá, duas figurinhas fáceis do showbizz nacional, foram os escolhidos de última hora para substituir Paul Weller no Tim Festival 2008. Eles se juntam a Marcelo Camelo, que com a mudança se torna a atração principal do palco Bossa Mod nas noites do dia 23 em São Paulo, no Auditório do Ibirapuera, e do dia 25 no Rio, na Marina da Glória.
A organização do festival parece não ter se preocupado nem um pouco em ao menos tentar agradar àqueles que ficaram descontentes com o cancelamento de última hora do roqueiro inglês. Ao mesmo tempo, não é razoável supor que alguém se decida a pagar R$ 140,00 para assistir ao velho cantor e à jovem cantora. Faltou criatividade. Melhor seria apostar em nomes menos óbvios e compensar a subsituição com quantidade. Para usar um verbo recorrente em seu novo disco, caberá a Marcelo Camelo salvar a noite.
A organização do festival parece não ter se preocupado nem um pouco em ao menos tentar agradar àqueles que ficaram descontentes com o cancelamento de última hora do roqueiro inglês. Ao mesmo tempo, não é razoável supor que alguém se decida a pagar R$ 140,00 para assistir ao velho cantor e à jovem cantora. Faltou criatividade. Melhor seria apostar em nomes menos óbvios e compensar a subsituição com quantidade. Para usar um verbo recorrente em seu novo disco, caberá a Marcelo Camelo salvar a noite.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
As últimas dos Hermanos
Adaptando-se aos tempos de distribuição digital, Marcelo Camelo anunciou parceria com o portal Sonora do Terra para lançar em primeira mão algumas músicas do seu aguardado disco de estréia, intitulado Sou. A primeira a ser disponibilizada foi "Doce Solidão", que não trás grandes novidades em relação à versão em voz e violão que Camelo havia colocado em seu Myspace há algum tempo. O violão dedilhado, o vocal em falsete e o assobio ingênuo permaneceram no
arranjo final. De resto, há bateria e percussão sutil, um piano de poucas notas e uma segunda parte que se limita a repetir a primeira.
É de se supor que a escolha de "Doce Solidão" como música de trabalho faça parte da tradicional estratégia, que vem de seus tempos de Los Hermanos, de revelar o mínimo possível até a segunda parte do lançamento, marcada para a próxima sexta, dia 29, quando mais nove canções, das 14 que compõem o álbum, poderão ser ouvidas no Sonora. Quatro ficarão guardadas para o lançamento do disco, em 8 de setembro.
arranjo final. De resto, há bateria e percussão sutil, um piano de poucas notas e uma segunda parte que se limita a repetir a primeira.É de se supor que a escolha de "Doce Solidão" como música de trabalho faça parte da tradicional estratégia, que vem de seus tempos de Los Hermanos, de revelar o mínimo possível até a segunda parte do lançamento, marcada para a próxima sexta, dia 29, quando mais nove canções, das 14 que compõem o álbum, poderão ser ouvidas no Sonora. Quatro ficarão guardadas para o lançamento do disco, em 8 de setembro.
Enquanto isso, no hemisfério norte, Rodrigo Amarante vai dando os retoques finais no disco que
lançará outono euro-americano-do-norte com Fabrizio Moretti, baterista do The Strokes. É bem possível que a estréia internacional de Amarante não chegue ao Brasil por vias tradicionais, mas apenas pelos canais alternativos -ou piratas, se preferirem- da internet. Por vias tortas, os outrora parceiros seguem procedimento semelhante. Do Little Joy nada ainda se ouviu. Mais uma semelhança: o mistério faz parte do jogo de um e de outro. Um reporter da EW.com ouviu algumas músicas enquanto Fabrízio trabalhava na mixagem e declarou: "apenas idéias prazerosas estão reservadas para aqueles que esperarem para ouvir o material sem pré-julgamentos.
Até mesmo na diferença podem se encontrar paralelos. No Brasil, Marcelo Camelo se junta ao Hurtmold em turnê com diversas datas já anunciadas. Na América, o Little Joy se junta ao Megapuss, projeto paralelo de Devendra Banhart - que conta com Fabrizio na bateria - para uma série de shows, informa o Sound Board, blog de música do Los Angeles Times.
Não se surpreendam se o próprio Amarante também estiver envolvido nisso. As duas músicas do Megapuss no Myspace têm guitarras que remetem ao estilo e ao timbre do Ruivo em seu tempo de Los Hermanos. Pode ser apenas influência provocada pela convivência.
O certo mesmo é que na próxima quinta-feira, às 22h15, nem Camelo nem Amarante vão estar com suas tv's ligadas no Multishow para assistir o pouco que sobrou: o show de despedida do Los
Hermanos na Fundição Progresso. Os antigos fãs, que certamente estarão ligados na tela, alguns com lágrimas nos olhos, outros ainda com as letras na ponta da língua para serem cantadas a plenos pulmões, já não lhes dizem mais respeito. Camelo fez um disco para ser ouvido com atenção às sutilezas. Suas apresentações serão em teatros com acústica privilegiada, para um público comportado. Amarante está longe fazendo o que lhe der na telha sem patrulhas midiáticas ou repreensões ideológicas de um público que quis molda-lo às suas expectativas movidas a fanatismo.
Camelo assume o compositor que agora é. "Doce Solidão", a música, e Sou, o disco, não deixam margens para dúvida. Amarante, quase anônimo em Los Angeles, curte seus pequenos prazeres na companhia de seus novos irmãos. Para o epitáfio me vem à cabeça os versos finais de "O Vencedor": "faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz".
lançará outono euro-americano-do-norte com Fabrizio Moretti, baterista do The Strokes. É bem possível que a estréia internacional de Amarante não chegue ao Brasil por vias tradicionais, mas apenas pelos canais alternativos -ou piratas, se preferirem- da internet. Por vias tortas, os outrora parceiros seguem procedimento semelhante. Do Little Joy nada ainda se ouviu. Mais uma semelhança: o mistério faz parte do jogo de um e de outro. Um reporter da EW.com ouviu algumas músicas enquanto Fabrízio trabalhava na mixagem e declarou: "apenas idéias prazerosas estão reservadas para aqueles que esperarem para ouvir o material sem pré-julgamentos.Até mesmo na diferença podem se encontrar paralelos. No Brasil, Marcelo Camelo se junta ao Hurtmold em turnê com diversas datas já anunciadas. Na América, o Little Joy se junta ao Megapuss, projeto paralelo de Devendra Banhart - que conta com Fabrizio na bateria - para uma série de shows, informa o Sound Board, blog de música do Los Angeles Times.
Não se surpreendam se o próprio Amarante também estiver envolvido nisso. As duas músicas do Megapuss no Myspace têm guitarras que remetem ao estilo e ao timbre do Ruivo em seu tempo de Los Hermanos. Pode ser apenas influência provocada pela convivência.
O certo mesmo é que na próxima quinta-feira, às 22h15, nem Camelo nem Amarante vão estar com suas tv's ligadas no Multishow para assistir o pouco que sobrou: o show de despedida do Los
Hermanos na Fundição Progresso. Os antigos fãs, que certamente estarão ligados na tela, alguns com lágrimas nos olhos, outros ainda com as letras na ponta da língua para serem cantadas a plenos pulmões, já não lhes dizem mais respeito. Camelo fez um disco para ser ouvido com atenção às sutilezas. Suas apresentações serão em teatros com acústica privilegiada, para um público comportado. Amarante está longe fazendo o que lhe der na telha sem patrulhas midiáticas ou repreensões ideológicas de um público que quis molda-lo às suas expectativas movidas a fanatismo.Camelo assume o compositor que agora é. "Doce Solidão", a música, e Sou, o disco, não deixam margens para dúvida. Amarante, quase anônimo em Los Angeles, curte seus pequenos prazeres na companhia de seus novos irmãos. Para o epitáfio me vem à cabeça os versos finais de "O Vencedor": "faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz".
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Camelo deve lançar disco solo em setembro
As gravações já estão encerradas. No momento, Marcelo Camelo está em São Paulo trabalhando na mixagem de seu primeiro disco solo, cujo lançamento deve ocorrer em setembro, mesma época em que deve voltar aos palcos.
Depois de confirmar shows no Canecão, no Rio, em dezembro, surgiram mais duas datas em sua página no Myspace. No Cine-Theatro Central em Juiz de Fora, no dia 4 de outubro; e na Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador, no dia 21 de setembro.
Depois de confirmar shows no Canecão, no Rio, em dezembro, surgiram mais duas datas em sua página no Myspace. No Cine-Theatro Central em Juiz de Fora, no dia 4 de outubro; e na Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador, no dia 21 de setembro.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Marcelo Camelo cai na estrada com o Hurtmold
Em pequenas doses, Marcelo Camelo vai revelando algumas pistas sobre o seu aguardado trabalho solo. Sua página no Myspace tornou-se o seu meio de comunicação com o público. Assim como acontecia com o Los Hermanos, o primeiro disco de Marcelo vem sendo produzido em clima de mistério absoluto. "Téo e a Gaivota", tema instrumental levado apenas no violão ao entardecer em uma paisagem litorânea, aparceu ainda em 2007. Em março, "Doce Solidão" foi apresentada em duas versões. Um vídeo com participação de um coro infantil e uma gravação em voz e violão.Há um mês atrás, Marcelo decretou "oficialmente" o início de sua trajetória solo com o anúncio de que estava finalizando as gravações do disco, que conta com participações de Dominguinhos, da pianista clássica Clara Sverner, de Domênico Lancellotti e da banda paulistana Hurtmold.
Como a turnê está programada para começar em setembro, até lá o disco deve chegar ao público. Nos shows solo, Marcelo Camelo será acompanhado pelo Hurtmold, cujos integrantes são: Fernando Cappi (guitarra e bateria), Guilherme Granado (piano e vibrafone), Marcos Gerez (baixo), Mário Cappi (guitarra), Maurício Takara (bateria, trompete e guitarra) e Rogério Martins (percussão).
Por enquanto, estão confirmadas duas noites no Canecão, no Rio de Janeiro, nos dias 13 e 14 de dezembro, cujos ingressos já estão a venda na internet. Rumores dão conta de que antes disso Marcelo irá se apresentar no Tim Festival 2008 - que acontece entre os dias 22 e 26 de outubro -, e em Salvador, em setembro, possivelmente na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.
Os fãs já podem começar a contagem regressiva. Definitivamente, agora falta pouco para que o outrora hermano Marcelo Camelo revele a sua nova fase musical.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Marcelo Camelo libera mais uma inédita
Marcelo Camelo liberou mais uma música inédita em sua página no Myspace, em áudio e vídeo. "Doce Solidão" é levada no violão por Camelo acompanhado por um coro infantil. O áudio não é da melhor qualidade, assim que não se pode entender a letra com clareza, mas o título já é uma pista de como o outrora Hermano está se sentindo nesta fase de recesso. "Ah solidão, foge que eu te encontro, que eu já tenho asas, isso lá é bom, doce solidão", assim termina a letra da música. Não se sabe se ela estará ou não no disco solo que deve ser lançado no segundo semestre, mas, ao contrário de "Téo e a Gaivota", a primeira música revelada por Camelo em sua fase só, "Doce Solidão" tem uma levada que remete a algumas composições da época de Ventura, como por exemplo, "Tá Bom". Vejam e digam se não concordam?
E agora o amanhã cadê? Na doce solidão de estar só.
E agora o amanhã cadê? Na doce solidão de estar só.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Marcelo Camelo apresenta música nova
Téo e a Gaivota
Marcelo Camelo apresentou uma música nova em sua página no Myspace e no Youtube. Registrada em vídeo, tendo como pano de fundo uma bela paisagem praiana ao entardecer, "Teo e a gaivota" é instrumental, levada apenas no violão sobre o murmúrio das ondas que quebram ao fundo. De imediato, o cenário e o dedilhado intrincado nas cordas do violão evocam as canções praieiras de Dorival Caymmi:
Marcelo Camelo apresentou uma música nova em sua página no Myspace e no Youtube. Registrada em vídeo, tendo como pano de fundo uma bela paisagem praiana ao entardecer, "Teo e a gaivota" é instrumental, levada apenas no violão sobre o murmúrio das ondas que quebram ao fundo. De imediato, o cenário e o dedilhado intrincado nas cordas do violão evocam as canções praieiras de Dorival Caymmi:
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Show: Bebeto Castilho no Cinematèque Jam Club
Em duas semanas o público carioca teve a oportunidade de assistir a três shows do cantor, baixista e flautista Bebeto Castilho, ex-Tamba Trio. É muito, levando-se em conta que há tempos ele não se apresentava na cidade. Salvo engano, foram os primeiros shows desde o lançamento do seu segundo disco, Amendoeira, quando se apresentou na Modern Sound. Mas é pouco se pudermos mensurar o prazer de ouvi-lo ali tão próximo como nos shows no J. Club e no Cinematèque Jam Club. Sua voz suave entremeada pelas melodias flutuantes que ele carinhosamente extrai de suas flautas transversas desfiando um repertório divinal que passeia por diversos momentos de sua carreira.
O ambiente de ambas as casas combinado à sonoridade calcada na tríade baixo, piano e bateria evocam o passado romântico do Rio bossa-nova. A adição de um cavaquinho em "Ora ora", primeira música do show, dá o tom do samba-jazz de Bebeto e sua banda. O molejo matreiro do samba se mistura à riqueza harmônica do jazz sem ceder ao cerebralismo ou esgarçar-se em improvisos enfadonhos. Quando o cavaquinho é abandonado no fundo do palco para praticamente não mais voltar à cena, o piano cai no samba, enquanto o baixo flerta o tempo inteiro com o ritmo, tal qual um surdo de cordas, mantendo um diálogo permanente com a bateria do excelente Ivo Caldas.
No show do Cinematèque, na última sexta-feira, Bebeto recebeu o sobrinho-neto Marcelo Camelo para uma participação especial - no mesmo dia que Ancelmo Góis, em sua coluna no jornal O Globo, revelou que ele deve entrar em estúdio para gravar um disco solo. Era certo que ele cantaria "Porta de cinema", registrada em dueto pelos dois em Amendoeira. A surpresa ficou por conta da outra música escolhida, a primeira a ser cantada por Marcelo no show. Foi "Batuque", samba que abre o disco de estréia de Bebeto, gravado em 1976 quando ele sequer era nascido. Marcelo emprestou melancolia à canção em uma interpretação apaixonada deixando as reverências para o final quando aproveitou para fazer graça da dificuldade de se encontrar e, conseqüentemente, de se ouvir a este belo disco nos dias de hoje, do qual ele ainda cantaria, em um espanhol embriagado, "Deja-me ir".
Infelizmente, esta foi a única música registrada pela Tuba do Pindzim, ainda assim incompleta, pois a bateria da câmera acabou durante a execução. Mesmo tendo perdido o coro final, resolvi disponibilizá-la pelo ineditismo e a nobreza do encontro e da interpretação. Aí está:
Marcelo ainda voltaria no bis para cantar "Isaura" e "A vizinha do lado", na qual chegou a empunhar o cavaquinho mas não chegou a arriscar nenhum acorde. Perfeita despedida, feita a ressalva de que não é justo esperar tanto tempo para assistir a um show de Bebeto Castilho.
O ambiente de ambas as casas combinado à sonoridade calcada na tríade baixo, piano e bateria evocam o passado romântico do Rio bossa-nova. A adição de um cavaquinho em "Ora ora", primeira música do show, dá o tom do samba-jazz de Bebeto e sua banda. O molejo matreiro do samba se mistura à riqueza harmônica do jazz sem ceder ao cerebralismo ou esgarçar-se em improvisos enfadonhos. Quando o cavaquinho é abandonado no fundo do palco para praticamente não mais voltar à cena, o piano cai no samba, enquanto o baixo flerta o tempo inteiro com o ritmo, tal qual um surdo de cordas, mantendo um diálogo permanente com a bateria do excelente Ivo Caldas.
No show do Cinematèque, na última sexta-feira, Bebeto recebeu o sobrinho-neto Marcelo Camelo para uma participação especial - no mesmo dia que Ancelmo Góis, em sua coluna no jornal O Globo, revelou que ele deve entrar em estúdio para gravar um disco solo. Era certo que ele cantaria "Porta de cinema", registrada em dueto pelos dois em Amendoeira. A surpresa ficou por conta da outra música escolhida, a primeira a ser cantada por Marcelo no show. Foi "Batuque", samba que abre o disco de estréia de Bebeto, gravado em 1976 quando ele sequer era nascido. Marcelo emprestou melancolia à canção em uma interpretação apaixonada deixando as reverências para o final quando aproveitou para fazer graça da dificuldade de se encontrar e, conseqüentemente, de se ouvir a este belo disco nos dias de hoje, do qual ele ainda cantaria, em um espanhol embriagado, "Deja-me ir".
Infelizmente, esta foi a única música registrada pela Tuba do Pindzim, ainda assim incompleta, pois a bateria da câmera acabou durante a execução. Mesmo tendo perdido o coro final, resolvi disponibilizá-la pelo ineditismo e a nobreza do encontro e da interpretação. Aí está:
Marcelo ainda voltaria no bis para cantar "Isaura" e "A vizinha do lado", na qual chegou a empunhar o cavaquinho mas não chegou a arriscar nenhum acorde. Perfeita despedida, feita a ressalva de que não é justo esperar tanto tempo para assistir a um show de Bebeto Castilho.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Los Hermanos: notas sobre o recesso
Nilson Primitivo, diretor dos clipes de "O Vento" e "Sentimental", e do filme "Ventura", ensaio documental focado sobre os fãs da banda durante a turnê do álbum homônimo, vai ser o responsável pelo registro audiovisual da despedida dos Los Hermanos antes do indeterminado recesso. Não está definido se o material terá lançamento comercial ou se será disponibilizado aos fãs através da internet. Neste momento de turvação, Marcelo Camelo não fugiu à contudência de algumas perguntas em entrevista publicada ontém no Drops 3.0 do MTV Overdrive, cuja manchete antecipa o fim da banda. Questionado sobre os motivos da parada, revelou que os integrantes estão cansados da rotina a que a banda vem se submetendo desde antes da ascenção, em 1999, com o estouro de "Anna Julia". Por isso, particularmente, ele pretende descansar. Também deixou claro que, na qualidade de músico e compositor, não tem compromisso de agradar a todos os fãs. A entrevista foi concedida durante os ensaios que Marcelo realizou com a dupla Sandy & Junior tendo em vista a gravação do acústico que marca a despedida da dupla.
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