domingo, 10 de maio de 2009

CéU lança EP e antecipa segundo disco de vibrações jamaicanas

Saiu lá fora e não demorou para chegar aqui. Já está na rede o EP Cangote, com quatro músicas que estarão no segundo disco de CéU,antecipando sua nova fase musical. A sonoridade é bem diferente daquela do disco de estreia.

Segundo a própria CéU, as principais diferenças são as seguintes: Nos arranjos, menos beats e intervenções eletrônicas, trata-se de um disco de banda, muito embora convidados diversos participem de cada uma das faixas; o jogo de coro-resposta dos vocais mudou e apresenta uma nova dinâmica - os coros continuam, menos como resposta e mais como segunda voz, criando ambiências; a conexão sonora mais explícita é com a música jamaicana, quando antes era com a música brasileira.

A produção é assinada por Beto Villares, responsável pelo disco de estreia, de 2005, mas não só. Gui Amabis e o núcleo baixo, guitarra e bateria da Nação Zumbi - Dengue, Lucio Maia e Pupillo são responsáveis pela produção de algumas faixas. A arte da capa será do vocalista Jorge du Peixe e Valentina Trajano.

"Já que não estamos aqui só a passeio / já que a vida, enfim, não é recreio / na bubuia eu vou" são os primeiros versos de "Bubuia". A faixa é assinada por Anelis Assumpção e Thalma de Freitas que dividem os vocais com CéU.

"Cangote" estabelece ponte direta com o reggae com um arranjo dub sinuosamente vaporoso. O finado Gigante Brasil toca bateria na faixa, em uma de suas últimas gravações em estúdio.

"Sonâmbulo" foi composta com os integrantes da banda que a acompanha nos shows e pelo menos desde 2006 vinha sendo tocada nos shows. É um bom exemplo do que CéU diz quando afirma que haverá menos beats no novo disco. Em estúdio, tornou-se mais orgânica.

Também conhecida dos shows, "Visgo de Jaca" retoma a ponte com o Brasil reconfigurando o samba de Sérgio Cabral e Rildo Hora gravado originalmente por Martinho da Vila. Ao lado de "Bubuia" é um desafio às tentativas óbvias de classificação, enquanto "Cangote" e "Sonâmbulo" deixam explícitas a conexão jamaicana a qual ela e Beto Villares se referem ao falar do disco ainda a ser lançado.

Conexão esta reforçada por "Cordão da Insônia", um reggae que não está no EP, que conta com a participação de Curumin na bateria. Outras músicas que não fazem parte do EP mas devem estar no disco são "Vira-lata", composta especialmente para a voz de Luiz Melodia em participação especial, "Comadi", parceria com Beto Villares, além de "Nascente", em coautoria co com Siba.

8 comentários:

dominique disse...

Finalmente. Tá difícil esperar esse tempo todo.

Priscilla Rodrigues disse...

Finalmente mesmo...anciosa para ouvir.

Tiago Jucá Oliveira disse...

finalmente ela deixou o samba de lado.

dafne sampaio disse...

essas quatro músicas são impressionantes. já tô achando que vai ser melhor que o primeiro.

PINDZIM disse...

Samba clássico, no primeiro disco só tem um. Ela sempre foi muito além do samba. Mas realmente, a julgar pelo EP, nada de samba no segundo disco.

Anônimo disse...

quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça, ou doente do pé... o samba ta no sangue dela e não na música.

tiago disse...

o Anonimo tem que aprender a ler, antes de tentar falar merda

Natália disse...

Só pra constar, eu acho que é "na bubuia" e não "pra bubuia".. Não se trata de um "onde", mas um "como". Ir na bubia eu acho que é algo como ir "boiando" num rio...